Comercial

Redação

terça-feira - 7 de abril de 2026

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07/04/2026

QUANDO O CENTRO CHAMA, A CIDADE RESPONDE

Toda cidade quer um centro que volte a ser destino. Em Florianópolis, os sinais de que essa demanda existe já deixaram de ser só impressão de fim de tarde. Viraram número.

A edição de Páscoa da Feira Viva Cidade consolidou um crescimento de cerca de 30% no público do evento, segundo a CDL. Antes disso, outro dado já apontava na mesma direção. Entre junho e setembro de 2025, o fluxo de pedestres nas áreas monitoradas do centro cresceu 50%, saltando de 1,2 milhão para 1,8 milhão de registros de circulação em 120 dias.

Isso significa gente voltando para a rua. Morador reaprendendo a circular, parar, comprar, olhar vitrine, sentar um pouco e conviver. Em média, cada ponto monitorado passou de 8,1 mil para 12,1 mil pessoas por dia. Parte desse movimento coincide com ações de revitalização e segurança na região central. As 24 câmeras inteligentes instaladas em pontos estratégicos reforçaram a vigilância e ajudaram a localizar 11 pessoas desaparecidas em três meses.

Segurança, porém, não explica tudo. Ninguém volta ao centro só porque há câmera. O que traz as pessoas de volta é a combinação. Evento, comércio, limpeza, programação, circulação e motivo para ficar. A Feira Viva Cidade funciona porque entende isso. Vai além de aquecer uma data no calendário do varejo. Quando há música, gastronomia, rua ocupada e alguma experiência agradável no caminho, o centro volta a ser espaço de permanência, não apenas de passagem.

Esse movimento também mexe com a economia da cidade. A CDL relata impacto direto sobre os negócios locais, e empresários já percebem aumento de faturamento e mais confiança para investir. A energia diferente nas ruas aparece quando o comércio percebe mais movimento, quando o serviço volta a girar e quando o espaço público deixa de parecer apenas um cenário de passagem rápida.

Até detalhes que parecem menores ajudam a medir essa mudança. A campanha Quinzena do Cliente mobilizou 120 lojistas. A coleta de resíduos na área comercial retirou mais de 622 toneladas de lixo das ruas, em 10 meses. Centro vivo depende de manutenção, organização e cuidado constante.

O debate sobre um centro mais voltado às pessoas não começou no projeto. Ele já está na rua. O desafio agora não é provar que há demanda. O desafio é não desperdiçá-la.

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