Comercial

Redação

terça-feira - 10 de março de 2026

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10/03/2026

Inseguranca no Centro

A onda de furtos no Centro de Florianópolis deixou de ser apenas boletim de ocorrência e começa a virar um debate incômodo: quem está cuidando da segurança da cidade?

O caso da Skina Pizzaria, com fios de cobre arrancados do relógio de energia, soma-se a relatos recentes nas ruas São Jorge e Presidente Coutinho, além de episódios em negócios como Café Sorrentino e o Círculo Ítalo-Brasileiro. Do outro lado da ponte, comerciantes do Continente relatam a mesma sensação: a de que algo está saindo do controle.

Em um Estado que ultrapassa 100 mil furtos por ano, cresce silenciosamente a tentação de uma solução que deveria ser exceção: contratar segurança privada para proteger o básico.
É o tipo de conta que revela muito sobre o momento da cidade. Primeiro vem o prejuízo. Depois a sensação de impotência. E por fim a pergunta inevitável: onde a política pública falhou para que a saída comece a ser terceirizar a segurança?

Segundo dados do SISP/SC, Florianópolis registrou 15.395 furtos em 2024, 14.955 em 2025 e 4.222 em 2026 até agora. Já os roubos somaram 882 em 2024, 589 em 2025 e 132 em 2026.
Os números mostram uma queda.
Mas a sensação nas ruas parece contar outra história.

Foto: Reprodução

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