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Redação

sábado - 30 de agosto de 2025

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30/08/2025

Está aberta a contagem regressiva

A semana que se inicia promete ser uma das mais emblemáticas na história recente do Brasil. A corrida, agora, é contra o relógio para evitar que tarifaço imposto por Donald Trump entre em vigor no dia 1 de agosto. O setor produtivo é unânime na tese de que se intensifique as negociações, por meio do alto escalão diplomático, para, no mínimo, obter uma prorrogação de 90 dias até a implantação das novas tarifas pelos EUA.

No entanto, não há como prever qual será a resposta, por parte do Tio Sam, após as restrições impostas ao ex-presidente Bolsonaro pelo STF, na última semana. No campo das narrativas, o presidente Lula não abre mão da defesa da soberania nacional diante da tentativa da ingerência, descabida, de Trump, à autonomia do Poder Judiciário.

Já o Bolsonarismo dobra a aposta e acredita que, caso o tarifaço entre em vigor, agravando a crise econômica com inflação e desemprego em alta, a conta cairá no colo do governo federal com impacto direto nas eleições de 2026.

A clássica frase atribuída ao então secretário de Estado dos EUA, John Foster Dulles, tida como espécie de mantra na diplomacia contemporânea, diz que “não existem países amigos, mas nações com interesses comuns”. Em uma interpretação livre para a crise atual, a situação poderia ser resumida por um velho ditado manezinho: “Na disputa entre o rochedo e o mar, sempre sobra para o marisco”

Foto: Banco de imagens/Divulgação

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