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Redação

segunda-feira - 9 de março de 2026

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09/03/2026

No oceano do caso Master, o tsunami pode chegar à Ilha

O escândalo envolvendo o Banco Master tem potencial para se tornar um dos maiores casos financeiros da história recente do país. E, ao que tudo indica, o que veio à tona até agora pode ser apenas o início.

Segundo investigadores da Polícia Federal, o material já analisado seria apenas uma gota no oceano diante do volume de dados apreendidos. Somente em um dos oito celulares do banqueiro Daniel Vorcaro, recolhidos pela PF, haveria um enorme conjunto de mensagens, documentos e registros ainda em análise.

Nos bastidores da investigação, a analogia marítima tem sido recorrente. E ela ajuda a explicar o clima de expectativa que começa a se formar: quando a maré sobe, as ondas não escolhem onde quebrar.

Dentro dessa lógica, há um capítulo que desperta atenção especial em Santa Catarina. Circula entre investigadores e operadores do mercado a hipótese de que papéis considerados “podres”, títulos sem valor de mercado ligados ao antigo BESC, teriam sido adquiridos pelo Banco Master e usados como uma das engrenagens financeiras do que hoje é investigado como uma possível estrutura de pirâmide montada por Vorcaro.

Se essa linha se confirmar, inevitavelmente voltará à superfície uma pergunta incômoda: qual será o impacto sobre figuras conhecidas da Ilha da Magia que, em algum momento, estiveram próximas das decisões que envolveram o antigo banco catarinense?
Na superfície, o mar ainda parece calmo.

Mas, nas águas profundas da investigação, cresce a percepção de que um verdadeiro tsunami ainda pode se formar — capaz de varrer reputações até aqui consideradas ilibadas em Santa Catarina, com repercussões imprevisíveis que podem alcançar até mesmo o ambiente das próximas eleições.

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