Isabel Baggio é empresária e lidera, há 26 anos, o Banco da Família, fundado em Lages (SC), que hoje é uma das principais instituições de microfinanças e empreendedorismo social do Brasil. Também preside a Associação Brasileira das Operadoras de Microcrédito e Microfinanças (Abcred), representando instituições que atuam com crédito produtivo orientado no país. Nesta sexta-feira (15/8), ela vai apresentar, durante o Empreende Mulher, em Florianópolis, o projeto de franquias do Banco da Família para expansão em SC, Rio Grande do Sul e Paraná.
O que motivou o Banco da Família a apostar no modelo de franquias como estratégia de expansão?
O Banco da Família tem 26 anos de história, com atuação consolidada em mais de 300 cidades do Sul do Brasil e reconhecimento como uma das cinco melhores instituições de microfinanças do mundo. Ao longo desse tempo, desenvolvemos uma metodologia eficiente, que une crédito responsável e orientação personalizada. Chegamos a um ponto em que a demanda por nossos serviços é maior que nossa capacidade de expansão orgânica. O modelo de franquias é a forma mais ágil e sustentável de levar essa experiência para novas regiões, mantendo o nosso DNA de impacto social.
Qual é o perfil de investidor ou empreendedor que o Banco da Família busca para se tornar franqueado?
Buscamos pessoas comprometidas, empreendedoras e com conexão social. Queremos parceiros que valorizem a proximidade com a comunidade, que entendam que o crédito é uma ferramenta de transformação social e econômica. É importante que o franqueado tenha espírito de liderança, visão de negócio e, principalmente, alinhamento com o nosso propósito: gerar desenvolvimento sustentável e inclusão financeira para quem mais precisa.
De que forma a expansão por franquias pode ampliar o impacto social que o Banco da Família já promove nas comunidades atendidas?
O modelo de franquias nos permite chegar mais rápido e de forma estruturada a cidades que ainda não têm acesso a serviços financeiros adequados. Isso significa mais famílias reformando suas casas, pequenos negócios crescendo e mais agricultores investindo na produção. Hoje, mais de 70% dos nossos clientes são mulheres, muitas delas empreendedoras informais. Levar o Banco da Família para novas regiões multiplica esse impacto e fortalece economias locais.
Quais são os principais diferenciais dessa franquia em relação a outros modelos de negócios no mercado financeiro?
É uma franquia de serviços que propicia ótimo retorno financeiro ao investidor, com um modelo de remuneração recorrente, em um negócio de alto impacto social. Todos ganham a partir de um negócio sólido com alta barreira comercial (poucos sabem fazer o que fazemos), o mercado em potencial ainda é desassistido, o que configura uma excelente oportunidade de investimento.
Quais são as expectativas de expansão para os próximos anos e quais cidades já estão no radar para receber novas unidades?
Já temos duas unidades confirmadas: Imbituba e Forquilhinha, em Santa Catarina, com inaugurações previstas para setembro deste ano. A meta é consolidar nossa presença nos três estados do Sul e, no médio prazo, levar a metodologia para outras regiões do Brasil, sempre priorizando locais onde possamos gerar impacto social significativo.