Comercial

Redação

sábado - 30 de agosto de 2025

Comercial

Redação

30/08/2025

“Temos como missão a formação de público para filmes autorais de qualidade”

Felipe Didoné é empresário, cinéfilo, exibidor e distribuidor de filmes. Dirige o Paradigma Cine Arte, sala que completa 15 anos de exibições neste ano, e acaba de lançar a Autoral Filmes, distribuidora de filmes e documentários de arte e independentes. A empresa estreia com dois lançamentos muito bem escolhidos no mercado de cinema de Berlim. O primeiro lançamento ocorreu em junho, o documentário Andy Warhol – Um Sonho Americano, e o segundo, é a produção francesa A Prisioneira de Bordeaux, dirigido por Patricia Mazuy e com Isabelle Huppert e Hafsia Herzi no elenco.

Por que cinema?
Paixão a gente não explica. Adoro cinema e artes de uma maneira geral desde que me conheço por gente. Em 2018 o cinema passou a fazer parte do meu trabalho também, como atividade paralela. Foi quando comecei a tocar a gestão e a curadoria do Paradigma Cine Arte, que antes era gerido por meu irmão mais novo. Desde então é uma atividade que me dá enorme prazer e satisfação.

E você escalou de exibidor para agora um distribuidor de filmes, o que significa exatamente isso?
Sim. Há algum tempo cultivo a ideia de expandir os negócios na área do cinema, pois o Paradigma Cine Arte, apesar de sua importância para Florianópolis, não deixa de ser um negócio local. Em 2024 comecei a planejar a abertura de uma distribuidora de filmes, onde se compra os direitos de filmes nacionais e estrangeiros e se distribui nas diversas janelas de distribuição cinematográfica, começando pelas salas de cinema, passando pelo streaming, até a TV aberta. Esse sonho se tornou realidade esse ano com a Autoral Filmes, que está preparando seu terceiro lançamento no mercado, o documentário Pablo Picasso – Um Rebelde em Paris.

Como é esse trabalho de curadoria? Você vai a Festivais no mundo todo? Como funciona?
A curadoria começa em um conhecimento profundo da arte cinematográfica e passa também por ter acesso a novas produções. Esse acesso se dá principalmente pela participação em Festivais pelo mundo. Os dois mais importantes são Cannes e Berlim. Esse ano estive nos dois. É lá onde se encontram os dois maiores mercados de cinema do mundo e onde se negociam os direitos dos filmes para todos os países.

Como você vê a produção catarinense e brasileira no mercado de audiovisual?
Vejo com grande otimismo. A qualidade e a quantidade de produções catarinenses e brasileiras têm crescido muito e isso ajuda toda a cadeia do cinema. Os prêmios recebidos com produções nacionais recentemente, por filmes como Ainda Estou Aqui, O Último Azul e O Agente Secreto são uma prova deste bom momento que vive o cinema brasileiro.

Onde você quer ver a Autoral chegar?
Temos como missão a formação de público para filmes autorais de qualidade e de conseguir trazer títulos que jamais chegariam ao Brasil sem ser pela mão de uma distribuidora com o perfil da Autoral Filmes. Nosso projeto é seguir em um crescimento consistente de catálogo, lançando um filme por mês, sempre dentro do nosso conceito. Temos previsto para os próximos meses, filmes como o chinês Living The Land, ganhador do Urso de Prata de Melhor Direção em Berlim esse ano e do francês Ari, que também esteva na seleção de Berlim e ainda percorre vários Festivais pelo mundo. Enfim, vem muita coisa boa pela frente para quem gosta de cinema de qualidade!

Foto: Cristiano Andujar

Você também pode gostar:

Edit Template

© 2025 Rafael Martini | Jornalismo Independente